Páginas

sexta-feira, 26 de junho de 2009

FECOMERCIO DEFENDE A LIVRE POLÍTICA DE PREÇOS PARA TODAS AS FORMAS DE PAGAMENTO

Para entidade, a política de preço único fere o direito da livre iniciativa tanto para o varejo quanto para o consumidor, que em desconto na compra à vista prefere utilizar cartão, favorecendo a manutenção das taxas elevadas das administradoras

A Fecomercio defende a política de preços livres no varejo por acreditar que o critério de preço único fere o direito da livre iniciativa. Esta situação cria uma reserva de mercado, beneficiando as administradoras de cartões, já que o varejista fica impedido de oferecer diferencial de preços para quem paga à vista ou com outras formas de pagamento. Atualmente, existe um entendimento das entidades de defesa do consumidor proibindo distinção de preços de produtos vendidos no varejo se forem pagos em dinheiro, cheque ou cartão de crédito. Ou seja, a venda feita por meio de recebimento com cartão de crédito é considerada uma venda a vista.

"Esse impedimento da livre iniciativa prejudica tanto o varejo quanto o consumidor", afirma Abram Szajman, presidente da Fecomercio. Do lado das empresas do varejo, em média o comerciante quando vende via cartão de crédito leva 30 dias para receber o dinheiro. Além disso, esse valor chega descontado de uma taxa de administração (que varia em torno de 3% a 4,5% - para cada R$ 100 vendidos o varejista recebe efetivamente entre R$ 95,50 e R$ 97,00). Além desses custos, existe o gasto com o aluguel da máquina e dos pulsos telefônicos. Ou seja, um produto que é vendido por R$ 100,00, poderia ser ofertado ao cliente por menos de R$ 95,50, no caso deste preferir pagar com dinheiro ou cheque.

Já o consumidor se vê quase obrigado a pagar com cartão de crédito, pois não há nenhuma vantagem no pagamento à vista, tornando-os cada vez mais cativos das administradoras de cartões que recebem um campo é fértil para manter as taxas elevadas.

Sobre a Fecomercio
A Fecomercio (Federação do Comércio do Estado de São Paulo) é a principal entidade sindical paulista dos setores de comércio e serviços. Representa 151 sindicatos patronais, que abrangem cerca de 600 mil empresas, um universo que corresponde a 10% do PIB brasileiro e gera em torno de cinco milhões de empregos.

0 comentários:

Postar um comentário

 
Portal de Taubaté | by TNB ©2010